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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

#17 A República

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#17 A República

Nesta colagem que fiz para celebrar o 5 de Outubro, dia da implantação da República, baseei-me numa maravilhosa estampa do Almanach d’O MUNDO de 1910, assinada por Alberto Souza. É a imagem muito bela e muito forte de mulher, como foram as mulheres republicanas que, não só bordaram a primeira bandeira da República, mas se mobilizaram e acreditaram que a República iria trazer igualdade e justiça para as mulheres portuguesas.

O busto da República simboliza essa força, essa esperança num mundo novo que acabasse com os males da monarquia. Novas leis do casamento e da filiação, alteração do tratamento do crime de adultério, lei do divórcio, direito de as mulheres poderem trabalhar na Função Pública são logo as primeiras medidas após a implantação da República. Para a história, ficaram os nomes de Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Maria Amália Vaz de Carvalho e muitas outras republicanas anónimas que acreditaram genuinamente na República e que estabeleceram como prioridades para as mulheres portuguesas o direito ao voto e o acesso à educação.

Nesta colagem utilizei uma cronologia entre 1868 e 2009 que permite ter uma perspectiva das conquistas nos direitos das mulheres, alguns dos marcos decisivos e as protagonistas. Um caminho com muitos sobressaltos, mas que muito nos deve orgulhar. 

 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

#11 Carolina Beatriz Ângelo

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#11 Carolina Beatriz Ângelo


Carolina Beatriz foi a primeira mulher portuguesa a votar nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte após a revolução de 5 de Outubro de 1910, tendo conseguido, ao abrigo da lei eleitoral vigente e após disputa com o poder político, a inclusão do seu nome nos cadernos eleitorais da Comissão de Recenseamento do 2º Bairro de Lisboa.


Médica, viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo invocou a sua qualidade de chefe de família para exercer o voto a 28 de Maio de 1911, só possível aos cidadãos do sexo masculino. Este acto muito corajoso saiu fora das fronteiras nacionais e publicitado no estrangeiro. Infelizmente, poucos meses depois, a 3 de Outubro, Carolina Beatriz Ângelo morre subitamente de ataque cardíaco.


Em 1913, a lei eleitoral portuguesa é alterada, consagrando o direito de voto a cidadãos portugueses do sexo masculino com algumas pequenas e irrelevantes excepções para mulheres.


Em 1933 e em 1946 foram levantadas algumas restrições, mas só quase no fim de 1968, já durante o marcelismo, é que acabaram por ser removidas quaisquer discriminações. No entanto, só depois do 25 de Abril de 1974, com a lei n.º 621/74 de 15 de Novembro, o direito de voto se tornou universal em Portugal.


Os recortes da imprensa da época que noticiaram o corajoso acto de Carolina Beatriz Ângelo e que utilizei nesta minha colagem fui buscá-los ao álbum de banda desenhada do grande mestre José Ruy, "Carolina Beatriz Ângelo - Pioneira na Cirurgia e no Voto". 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

A única efeméride da nossa história que hoje merece ser comemorada!

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28 de Maio de 1911


Carolina Beatriz Ângelo torna-se na primeira mulher portuguesa a votar nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte após a revolução de 5 de Outubro, tendo conseguido, ao abrigo da lei eleitoral vigente e após disputa com o poder político, a inclusão do seu nome nos cadernos eleitorais da Comissão de Recenseamento do 2º Bairro de Lisboa. Médica, viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo invocou a sua qualidade de chefe de família para exercer o voto, só possível aos cidadãos do sexo masculino.


Em 1913, a lei eleitoral portuguesa é alterada, consagrando o direito de voto a cidadãos portugueses do sexo masculino com algumas pequenas e irrelevantes excepções para mulheres.


Em 1933 e em 1946 foram levantadas algumas restrições, mas só quase no fim de 1968, já durante o marcelismo, é que acabaram por ser removidas quaisquer discriminações. No entanto, só depois do 25 de Abril de 1974, com a lei n.º 621/74 de 15 de Novembro, o direito de voto se tornou universal em Portugal


Homenageio hoje, 109 anos depois, com esse facto histórico na história da emancipação das mulheres em Portugal, a figura da médica e da mulher notável Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a exercer o direito de voto no nosso país.


Colagem: Carolina Beatriz Ângelo da série 20 Mulheres em 2020


 

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...