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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Mais um ano a viajar

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Junto em cima da mesa os 21 livros que me fizeram viajar ao longo deste ano. Não é muito diferente o número de livros que empilho este ano, se o comparar com os dos outros anos. O ritmo de leitura continua razoável e aceitável e fico satisfeita. Mas na pilha faltam dois: um que me foi emprestado - "A Hora do Lobo" - e o outro que o Vítor me deu  - "Se os Gatos desaparecessem" - e que não consigo encontrar na confusão e desarrumação, quando já não há prateleiras que cheguem para acomodar tanto livro. Será que o emprestei?


Apresento-os. Mas para quem quiser saber o que escrevi sobre eles, basta pesquisar neste meu blogue.


"Um dia chegarei a Sagres" de Nélida Piñon 


"Na cozinha, à noite, perdia-me em conjeturas, de como chegar um dia a Sagres, a pé ou de barco." 


"Misericórdia" de Lídia Jorge


"Não há mais nada que seja só meu, nem o meu corpo, nem o meu espírito"


"A Hora do Lobo" de César Afonso


"Na infância não havia tempo, não havia limites, apenas um mundo inteiro para descobrir ao sair da porta"


"As Coisas que faltam" de Rita da Nova


" ...o maravilhoso mundo da maternidade."


"O País debaixo da minha Pele" de Gioconda Belli


"... escrevo estas memórias em defesa dessa felicidade pela qual a vida e até a morte valem a pena."


"O Hóspede de Job" de José Cardoso Pires


"Na véspera, as mulheres tinham marchado sobre a Vila e, todas em coro, apresentaram-se na Câmara. Pediam pão para casa, trabalho para os maridos."


"Como um Marinheiro eu partirei" de Nuno Costa Santos


"A adolescência é poder ser eterno por um instante" 


"Diário de um Médico no Combate à Pandemia" de Gustavo Carona 


"A coesão, a união, a solidariedade à volta de uma causa atingiram níveis nunca antes sentidos por ninguém"


"Galileu em Pádua" de Alessandro De Angelis


"A Inquisição e a censura estão a regressar"


"Silêncio na Casa do Barulho" de Margarida Carpinteiro


"As crianças compreenderam que as pessoas grandes também apanham quando não obedecem."


 "Maria Antonieta" de Stefan Zweig


"Quando, enfim, a chamam diante do tribunal, é uma velha de cabelos brancos que sai dessa longa noite e que avança para a luz do dia, a que já não está habituada."


"As Primas" de Aurora Venturini


"Não éramos comuns, ou seja, não éramos normais."


 "Memória de Elefante" de António Lobo Antunes


"Fizera da vida uma camisola-de-forças em que se lhe tornava impossível mover-se..."


"Rebeldia" de Cristina Carvalho


"Afinal, todos vivemos com as nossas janelas. Umas abertas, outras sempre fechadas."


"Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid" de Ana Cristina Silva


"Nasci com vocação para poeta, mas o destino quis que eu administrasse um reino."


"Se os Gatos desaparecessem do Mundo" de Genki Kawamura


"Só percebemos o que são as coisas realmente importantes quando as perdemos."


"Levantado do Chão" de José Saramago 


"De mulheres nem vale a pena falar, tão constante é o seu fado de parideiras e animais de carga."


"Gente de Dublin" de James Joyce


"Só o trabalho, sem brincadeira, faz de Jack um rapaz estúpido."


"Sol de Inverno" de Elisa Saraiva 


"...por momentos ninguém saiu do carro. Estavam a encontrar as forças necessárias para enfrentar a casa abandonada e as recordaçõpes feitas de lágrimas e dores."


"Caro Professor Germain" de Albert Camus


"A miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça."


"As Meninas Proibidas de Cabul" de Jenny Nordberg


"No Afeganistão temos de matar tudo o que há dentro de nós para nos adaptarmos à sociedade . É a única maniera de sobreviver."


Estão pois nomeados os 21 lidos em 2023.


Escritos por 10 mulheres e 11 homens.


12 autores portugueses e 9 estrangeiros.


7 destes livros foram escritos no século passado e 14 já neste. 


Quero tentar manter estes equilíbrios nas escolhas das minhas leituras futuras.


Tenho tanto livro por ler. Tanto livro que vai ficar por ser lido porque o tempo de vida é finito. Mas sei quais vão ser os próximos: o mais recente romance biográfico de Cristina Carvalho "Paula Rego - a Luz e a Sombra uma Forma de Olhar" e "Capitães da Areia" de Jorge Amado, o livro escolhido pelo Círculo de Leitura da UNISSEIXAL, para a sessão de Janeiro.


Bom Ano. Boas Leituras.


28 de Dezembro de 2023

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Já fizeste a mala?

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Estou a fazer, mas este ano não vou ser tão ambiciosa como em 2020. 


Eu sei que eles não se importam de viajar e que adoram que eu viaje com eles. Mesmo se voltarem sem terem sido abertos, sabem que não vão ficar esquecidos e que o seu dia há-de chegar. Sinto saudades de viajar com Paul Théroux, mas decidi que estes também não podiam esperar mais e que neste Agosto vão ser os meus companheiros de viagem. 


Os desenhos têm ficado parados e eu sei como tenho dificuldade de conciliar as duas actividades. Na bagagem também irá outro material. Logo se verá se serão as aguarelas ou os pastéis, mas será sempre desenho de observação e no campo o manancial de motivos é infinito. 


Agora que estou na minha estação preferida, ambiciono sempre agarrar com as duas mãos o dia, a luz, o calor, a calma, o silêncio. 


A todos e todas que vão seguindo estes meus escritos sem prazo nem obrigação, com a descontracção do tempo que se vive e que corre veloz, boas férias. Dias felizes. 

terça-feira, 23 de julho de 2019

Não avisei que ia viajar?

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Fiz em 5 semanas o que Paul Theroux demorou 4 meses a fazer. Apanhámos 30 comboios, mas às vezes tivemos de ir de barco ou de avião para chegar a alguns países. Ficámos maravilhados com a diversidade de culturas, de paisagens e de companheiros  de viagem. Concluímos que o etnocentrismo só pode ter origem na ignorância, na tacanhez, na pequenez de achar que o mundo passa apenas pelo que nos rodeia e que somos o centro do mundo.


Espantámo-nos, cansámo-nos, ansiámos regressar a casa, à nossa cama, à nossa família, mas percebemos que o mal está no começar. Torna-se um vício. Nunca mais se vai deixar de viajar.


Qual será o próximo destino?


O Grande Bazar Ferroviário.jpg


 


 


 

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...