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terça-feira, 2 de abril de 2019

Constituição, Padre Max e Maria de Lurdes


Esta efeméride tem 43 anos.



"A 2 de Abril de 1976 foi aprovada a Constituição da República Portuguesa, com os votos favoráveis da UDP, do MDP-CDE, do PCP, do PS e do PSD e com os votos cont...ra do CDS.
A Constituição é o texto primeiro da nossa Democracia, consagrando Direitos e Garantias no acesso a um trabalho com direitos, a uma educação e uma saúde públicas, a um sistema nacional de segurança social, na igualdade perante a lei. É também uma das Constituições mais solidárias no espaço europeu e mesmo após as suas sete revisões, mantém-se um documento progressista no espectro político contemporâneo.



Hoje, defender a Constituição não é um ato nostálgico ou de demonstração de amor ao ano de 1976, mas é, acima de tudo, defender os direitos sociais e um país mais justo e solidário, onde o trabalho não é instrumento do capital." Estas palavras fui roubá-las ao Luís Monteiro, porque achei que eram perfeitas e estava lá tudo o que eu queria dizer.


Mas é também a efeméride dum dia que não podemos esquecer e que é a marca da direita e da extrema direita, da violência extrema que surgiu naquele dia em que os fascistas e os saudosistas do salazarismo atacaram quem, no terreno, lutava pela democracia e por Abril. O Padre Max e Maria de Lurdes foram assassinados à bomba no mesmo dia em que era aprovada a Constituição da República Portuguesa: 2 de Abril de 1976.


 "É... mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus" - "Servir o Povo e nunca se servir dele" foram palavras emblemáticas do padre Max num comício no Coliseu de Lisboa em que participou.


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"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...