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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Dublin - 2

MAPA_Dublin.jpgMapas


Sem mapas nada feito. Olho para o mapa, imagino o tamanho da cidade, assinalo o sítio exacto onde vou ficar, decido o que devo ver,  e depois tento organizar aquele "material" escolhido pelos diferentes dias da estada. Como nunca consegui cumprir um plano, nem sequer no longínquo ano do estágio, sei que também não é agora que vou cumprir plano nenhum, nem isso me preocupa. E com efeito, a bela lista inicial ficou como uma intenção, um desejo, mas sem grande viabilidade de ser cumprida. 


Também não sou muito de me guiar pelo senhor Google e, de mapa físico na mão, olhando para as tabuletas nos topos das ruas que assinalam qual é a Dame Street ou a Merrion Street, lá vou eu armada em turista que não precisa de mais ajudas... excepto quando tenho mesmo de pedir ajuda a um/local. Eu sei que isso já não se usa, mas eu ainda sou do tempo das dinossauras....


Então, o primeiro dia ainda é assim um pouco à maluca, para respirar o ar da cidade, olhar para tudo e não ver nada, tentar descobrir alguma coisa que tenha assinalado na minha lista lá longe na margem sul do Tejo. Estamos no centro de Dublin, mesmo no centro ao pé de Dublinia e em frente à ChristChurch Cathedral e é só descer um pouco e chega-se ao Rio Liffey. Muitas pontes atravessam o rio, mas a mais emblemática - parece que se deve pedir um desejo antes de a atravessar, coisa que eu não fiz - é a Ha' Penny Bridge.


IMG_7680.JPG


Atravessada uma das pontes, seguimos ao longo da margem norte, vemos logo um mural alusivo ao Brasil e à comunidade brasileira. O almoço foi no River Bar, um sítio bem simpático, no edifício da Heineken, apesar de termos bebido uma Guiness a acompanhar chicken wings e fries. Como não estávamos muito longe do Trinity College, onde estudam dezasseis mil alunos, pensámos que poderíamos tratar logo de visitar a famosa Biblioteca e o Livro de Kells mas, além de naquele dia já não haver mais visitas, é preciso reservar com antecedência e online. Fica pois para segunda feira às 11 da manhã! 


Quanto ao Temple Bar, numa sexta feira ao fim do dia é impensável. Não cabe um alfinete naquele espaço icónico, mas na mesma rua há muitos outros bares e a ida ao Bad Bob's servido por um rapaz brasileiro e com um cantor de serviço e muita gente a acompanhá-lo dos lugares, soube igualmente bem. Nos dias do fim de semana que se seguiram, vimos vários grupos de raparigas em despedidas de solteiras e aqui no bar foi o primeiro. Vestidas todas com as mesmas cores, as bandoletes com os trevos de 3 folhas, símbolo da Irlanda, eram parte do dress code daquele grupo divertido. 


O cansaço do primeiro dia em que é preciso madrugar para estar a horas no aeroporto não nos impediu de ainda dar um salto ao lado norte da cidade, mesmo junto ao rio para comer um belo gelado. Mais uma rapariga brasileira, desta vez a trabalhar na geladaria. 


Depois deste primeiro contacto com Dublin, sempre a pé, decidimos que amanhã iremos comprar um bilhete de autocarro daqueles em que se pode sair e entrar onde se quiser e que nos permite ficar com uma visão geral da cidade. 


(continua)


 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Este ano não começou nada bem

1Janeiro_2014.jpg


O Ano 2021 não começou nada bem Folheio os jornais da manhã à procura de notícias relacionadas com as escolas e o ensino. O “Público” tem mapas dos resultados eleitorais para todos os (des)gostos, mas dá destaque de primeira página ao mapa do candidato que ficou em terceiro lugar, embora lhe chame 2º!! Há também o mapa dos contágios, lembrando quem ainda andar distraído, que no nosso país o vírus e suas variantes estão em roda livre. Depois, a situação das escolas com a promessa de os 335 mil computadores em falta deverem chegar até ao fim de Março, para juntar aos 100 mil que chegaram no 1º período. Vários intervenientes do processo educativo são citados na notícia, mostrando a sua preocupação e os esforços para que o contacto se mantenha entre docentes e discentes, neste período em que as escolas estão fechadas até 5 de Fevereiro. “Escolas acompanham alunos, mesmo que o tempo seja de férias”, com propostas de leituras e exercícios de consolidação das matérias são algumas das “recomendações para que possam continuar a estudar”. No meio das preocupações com os desequilíbrios sociais e desigualdade de oportunidades que se agudizam em tempos de pandemia e no ensino não presencial, a referência a um relatório sobre o Estado da Educação 2019 que refere que são 366 mil os estudantes carenciados no ensino obrigatório. O “Diário de Notícias” que voltou recentemente às bancas em papel, nada traz sobre educação e o “I” dedica um artigo nas páginas centrais com o sugestivo título “Escolas. Ensino online à vista e “a fazer lembrar o Titanic”. Não posso deixar de assinalar neste último jornal um artigo de Maria Moreira Rato sobre o desemprego feminino. Antes da pandemia, em 2019, por cada 100 activos existiam 7,1% de mulheres desempregadas. Os resultados preliminares do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) indicam que as oportunidades de emprego para as mulheres que já tinham menos oportunidades antes da crise pandémica “diminuíram desproporcionalmente e têm um efeito a longo prazo potencialmente maior”. Gostaria de trazer aqui boas notícias, mas a realidade é esta e o futuro… (Este artigo foi a minha contribuição de hoje para o Notícia do Dia do SPGL)

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...