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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Capitães da Areia, Jorge Amado

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“Capitães da Areia”, Jorge Amado, 1937


Este é o livro de Jorge Amado mais vendido em todo o mundo. A sua primeira edição foi apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo, tendo levado Jorge Amado a exilar-se posteriormente na Argentina e no Uruguai. Só em 1944, “Capitães da Areia” voltou a ter uma 2ª edição, a que se seguiram muitas outras quer no Brasil quer no estrangeiro.


“Capitães da Areia” foi a obra escolhida pelo Círculo de Leitura da UNISSEIXAL para o arranque deste ano de 2024. Certamente porque se trata de pessoas que leram Jorge Amado quando eram jovens e que quiseram recordar uma leitura talvez já apagada na memória, ou relembrar uma leitura que dificilmente se esquece. Os Capitães da Areia são crianças abandonadas, rapazes órfãos entre os 8 e os 16 anos, que vivem do furto, do truque, da manigância para sobreviver. Sem casa, sem escola, sem progenitores nem familiares, o seu mundo é a rua, já que a sociedade os abandonou. Logo no início do livro, nas cartas à redacção do Jornal da Tarde, estas crianças e as suas actividades são pintadas com cores carregadas – “aventuras sinistras”, “actividade criminosa”, “tenebrosa carreira do crime”, “jovens bandidos”, “terrível chefe dos Capitães da Areia” – em contraponto com a adjectivação usada para referir os alvos dos jovens delinquentes – “linda criança”, “distintas famílias”, “trabalho honesto”, “ honrado comerciante”, “ilustre chefe da Polícia”. Para “resolver” este problema da delinquência infantil lá estão os juízes, os polícias e os psicólogos que, ora se elogiam ora entram no jogo de passa culpas. No topo desta arquitectura, os reformatórios que são denunciados por uma costureira de seu nome Maria Ricardina que, numa carta, chama ao reformatório “inferno em vida” (pág. 28) ou pelo padre José Pedro que confirma as palavras de Maria Ricardina, dizendo que lá as crianças são tratadas como feras, o que, aliás, será confirmado mais tarde no inesquecível capítulo “Reformatório” (págs. 194 a 212).


“Capitães da Areia” divide-se em três partes. A primeira em que nos são apresentados alguns dos jovens como Sem-Pernas, João Grande, o Professor, o Gato, Querido-de-Deus, Pirulito, Boa-Vida, Volta Seca, Barandão ou Almiro, com destaque para o chefe Pedro Bala. Viviam num velho trapiche abandonado, eram solidários na trapaça e no infortúnio, as suas gargalhadas eram ruidosas e livres e “a liberdade era o sentimento mais arraigado nos seus corações” (pág. 82). Sem regras, os seus planos eram fruto da oportunidade, da imaginação e da luta pela sobrevivência, mas eram leais e respeitavam o seu chefe natural.


A segunda parte do romance tem a ver com a chegada de Dora ao abrigo dos Capitães da Areia. Habituados a ver as meninas como meros objectos das suas pulsões sexuais e para quem o sexo significava “derrubar a negrinha no areal”, Dora, órfã de pais mortos pela epidemia de varíola, é poupada porque Pedro Bala assume o seu papel de chefe respeitado por todos. Dora, integrada no grupo dos Capitães da Areia, irá desempenhar um papel maternal naquele meio de crianças carentes que descobrem nela, pela primeira vez, a mãe e a irmã que nunca tinham conhecido, e também uma brava companheira na luta pela sobrevivência. E o amor que ela desperta é descrito por Jorge Amado de forma muito bela e poética, inesquecível.


A última parte – Vocações – é o desenlace naquelas vidas de crianças, iguais no infortúnio, mas todas diferentes nos destinos que vão seguir. É inevitável, elas deixarão de ser crianças, vão crescer e irão seguir o seu caminho. Se uns seguem a via da malandragem, há quem concretize o seu talento para desenhar, quem siga o chamamento de Deus e venha a ser padre, quem se junte a Lampião “seu padrim”, quem ouça a voz do pai que morreu a lutar. Pedro Bala, filho de estivador morto com uma bala numa greve, tinha todas as características de liderança e a compreensão de que a mudança na sua vida e na vida dos que como ele só conheciam miséria, violência e exclusão passava não pela bondade, nem pelo ódio, mas pela luta. E é o caminho da luta organizada que Pedro vai seguir.


Queria, para terminar, destacar aqui um dos momentos do livro que mais me sensibilizou. O capítulo “As Luzes do Carrossel” quando aos meninos é dada a oportunidade de experimentar um velho carrossel: “Todos estavam silenciosos. Um operário que vinha pela rua, vendo a aglomeração de meninos na praça, veio para o lado deles. E ficou também parado, escutando a velha música. Então a luz da lua se estendeu sobre todos, as estrelas brilharam ainda mais no céu, o mar ficou de todo manso (talvez que Yemanjá tivesse vindo também ouvir a música) e a cidade era como que um grande carrossel onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia. Neste momento de música eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e conforto da música. Volta Seca não pensava com certeza em Lampião neste momento. Pedro Bala não pensava em ser um dia o chefe de todos os malandros da cidade. O Sem-Pernas em se jogar no mar, onde os sonhos são todos belos. Porque a música saía do bojo do velho carrossel só para eles e para o operário que parara. E era uma valsa velha e triste, já esquecida por todos os homens da cidade” (pág. 73)


21 de Janeiro de 2024


 

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Contos de Cães e Maus Lobos, Valter Hugo Mãe

Contos de Cães e Maus Lobos.jpg


Para ti, Zita, irmã do coração, que tiveste o carinho de me oferecer este belo livro num dia de anos. 


“Contos de Cães e Maus Lobos”, Valter Hugo Mãe, 2015


À medida que fui lendo “Contos de Cães e Maus Lobos”, o quinto livro que leio de Valter Hugo Mãe, fui percebendo que me iria ser difícil escrever sobre os doze contos deste livro. Achei mesmo que me iria limitar a transcrever alguns excertos mais significativos que me tinham mais impressionado. Para além da escrita pessoalíssima de Valter Hugo Mãe, cada conto é acompanhado de imagens de artistas plásticos que o autor convidou. Destaco a capa belíssima de Paulo Damião que ilustra o primeiro conto “ A Menina que carregava Bocadinhos” e o prefácio de Mia Couto a que deu o título “Um Pequeno Prefácio para Contos Gigantes”. A certa altura, Mia Couto escreve: “ Tal como nos livros anteriores, há nesta antologia de contos o convite ao regresso a um recanto de que nunca saímos, um reencantamento de infância, uma cumplicidade de quem partilha vazios e silêncios”. (…) “ Está nestes contos aquilo que está em toda a sua obra: o questionar das nossas certezas mais fundas, uma visita às profundezas da alma.” (…) “E é por isso que estes contos, mais do que gigantescos, não têm tamanho.”


“A Menina que carregava bocadinhos” é o sonho de liberdade. “A liberdade também era isso, não voltar”… …a criada vestiu a sua blusa de princesa e soltou os cães que se puseram em rebuliço e latindo.” (pág. 29).


“O menino nadou para depois de uma onda grande e não voltou. A mãe estendeu as mãos na água buscando o seu corpo diluído. Julgava ela que o filho se diluíra como um cubo de açúcar incapaz de adocicar o mar. Jurou que o buscaria sempre. Haveria de o reconhecer nem que ele se tornasse ínfimo.” (pág. 37). Assim começa o segundo conto com o título “O menino de água”, que na nota do autor que figura no final do livro “é para todas as pessoas que acreditam que as crianças não se podem perder pela tragédia do mundo que os adultos criam.” (pág. 159).


Crescer não é fácil; por vezes é até doloroso e um processo solitário. Assim li “Querido monstro” de que escolhi esta passagem: “…nenhuma tristeza define obrigatoriamente o que podemos fazer no dia seguinte. No dia seguinte, ainda que guardemos a memória de cada dificuldade, podemos sempre optar por regressar à busca das ideias felizes.” (pág. 52).


Quando decidimos não agir em conformidade com aquilo que a sociedade espera de nós, podemos ser postos de lado ou ser considerados malucos. Assim aconteceu com “A princesa com alma de galinha”. “Um dia, a princesa disse que queria ser enfermeira e imediatamente correu pelo reino a notícia de que a moça estava maluca.” (pág. 59).


Da história de uma criança que vive no cimo de um monte isolado com a mãe e o pai que é guarda-florestal, transcrevo este parágrafo e relevo o papel determinante que certos professores e professoras têm nas nossas vidas e na nossa maneira de olhar para o mundo: “Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo.” (pág. 85).


“O rapaz que habitava os livros” fala de quando a paixão dos livros se sobrepõe a tudo. “Os livros não esquecem nada. Eles são para sempre a mesma memória admirável. Esquecer livros é uma agressão à sua própria natureza. Embora, na verdade, eles nem se devam importar, porque podem esperar eternamente.” (pág. 93). “Todos os livros são conversas que os escritores nos deixam. Podemos conversar com Camões, Shakespeare ou Machado de Assis, mesmo que tenham morrido há tantos anos. A morte não importa muito para os livros”. (pág. 95).


“Tinha um pássaro no coração. Era assim mesmo, o lugar mais decente para aprisionar um animal de estimação”. (pág. 106), do lindíssimo conto “Modo de amar”.


A história da menina do capuchinho vermelho e do lobo mau é recriada em “O mau lobo”. Aqui de novo a inocência da menina e do lobinho que vai ser curado com as mezinhas que a avó conhece.


“As mais belas coisas do mundo” foi talvez o conto que mais amei de entre os doze contos do livro, o qual nos fala da relação do narrador com o seu avô. Dá vontade de o transcrever todo, de o reler e reler e reler. “Eu entendi que o meu avô era como todas as mais belas coisas do mundo juntas numa só. E entendi que fazer-lhe justiça era acreditar que, um dia, alguém poderia reconhecer a sua influência em mim e, talvez, considerar de mim algo semelhante. Com maior erro ou virtude, eu prometi tentar.” (pág. 128).


Quando li “Quatro Velhos”, o penúltimo conto, não consegui deixar de pensar no conflito actual entre a Rússia e a Ucrânia!


Neste encantamento que é ler e ficar a matutar depois de cada conto, chego ao último “Bibliotecas” ilustrado por Jas e fico rendida logo com a primeira frase: “As bibliotecas deviam ser declaradas da família dos aeroportos, porque são lugares de partir e de chegar.” (pág. 149). Vira-se a página, no alvoroço da descoberta que Valter Hugo Mãe nos propõe sobre o que são as bibliotecas, e não resisto: “Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra. Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame o direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem se esgotarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se com isso. Os livros divertem-se muito.” (pág. 150). E a terminar: “Todos os livros são infinitos. Começam no texto e estendem-se pela imaginação. Por isso é que os textos são mais do que gigantescos, são absurdos de um tamanho que nem dá para calcular. Mesmo os contos, de pequenos não têm nada. Se os soubermos entender, crescemos também, até nos tornarmos monumentais pessoas. Edifícios humanos de profundo esplendor. // Devemos sempre lembrar que ler é esperar por melhor”. (págs. 151, 152)


Na Nota do Autor, que encerra o livro, acompanhada da arte de Duarte Vitória, Valter Hugo Mãe esclarece que “Não sei escrever para crianças. Acho que apenas ausculto a sua candura, mas não sei rigorosamente dirigir-me a elas. Sou desajeitado. Os contos que invento ficam arrevesados de ser uma coisa e outra. Talvez sejam a consciência magoada pela evidência de hoje me ter adulto”.


Se quem ler este meu texto tiver ficado tentado a ler este “Contos de Cães e Maus Lobos” já me darei por feliz. É de facto um livro invulgar.


6 de Abril de 2022


 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Ter ou não ter tempo, eis a questão

“O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem.


O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem”


 


O recém-divulgado relatório do Conselho Nacional de Educação é um manancial de análise e reflexão sobre o estado da arte. Os artigos daí resultantes publicados na imprensa e as notícias sobre o excesso de horas que as crianças passam nas creches e infantários e mais tarde nas escolas, levaram-me a reflectir sobre o conceito de tempo.


Antes do mais, o tempo não é um conceito neutro. Está condicionado por vários factores: recursos, posição, estatuto, género. A primeira vez que em Portugal se fez um estudo oficial dos usos do tempo na partilha do trabalho não pago entre homens e mulheres foi em 2002. Nesse estudo estatístico aprofundado “Género e trabalho não pago: os tempos das mulheres e os tempos dos homens”, Heloísa Perista expôs a profunda assimetria nos usos do tempo quando se confrontam as vidas das mulheres e dos homens. Em 2016, o CESIS em parceria com a CITE volta a este tema em “Os Usos do Tempo de Homens e de Mulheres em Portugal”. Desta vez, a equipa de novo liderada por Heloísa Perista aborda o tema em 3 grandes capítulos - Tempo para mim; Tempo em família; O tempo de trabalho pago – e termina com um conjunto de conclusões e recomendações muito importantes. Seria bom que o governo olhasse para elas e lhes desse seguimento.


Neste estudo, as mulheres revelam mais vezes que não têm tempo para fazer tudo o que queriam, não só durante a semana, mas também ao fim de semana. Falta de tempo, andar à pressa, não ter tempo livre de qualidade, estar sempre disponível ou contactável mesmo em férias com emails ou por telemóvel, ter ansiedade ou sentimentos de culpa são sentimentos comuns nos cidadãos e cidadãs dos nossos dias, com reflexos no bem-estar das crianças, obrigadas desde a nascença a um ritmo avassalador que é o ritmo dos pais. Acrescido ao tempo do trabalho pago soma-se o tempo das deslocações casa/trabalho/trabalho/casa, o tempo nos transportes públicos, as filas de espera, os engarrafamentos, os horários irregulares, os turnos rotativos, a exploração ao máximo da força do trabalho, a degradação das condições de vida das pessoas, a precariedade, o receio do desemprego… um cocktail explosivo que torna insuportável a vida, sobretudo nas áreas urbanas e com especial peso na Área Metropolitana de Lisboa. No estudo a que me estou a reportar, 25% dos homens entrevistados têm uma jornada de trabalho total de pelo menos 13 horas e 25% das mulheres de pelo menos 14h e 45minutos.


Como é então possível conciliar os horários de trabalho com a vida pessoal e familiar, quando os horários de trabalho se chocam com os horários da creche, do infantário e da escola, muitas vezes um depósito de crianças que aguardam os pais e com os quais irão estar um tempo mínimo de tempo, antes de irem para a cama? “4 em cada 10 pessoas consideram que o seu horário de trabalho não se adapta muito bem, ou mesmo nada bem, aos compromissos familiares, pessoais ou sociais que têm fora do seu trabalho.” (pág. 146). A longa luta pela redução da jornada de trabalho para as 8 horas que fez neste ano 100 anos e que se traduzia na fórmula 8 horas de trabalho/8 de descanso/8 de lazer tem sido torpedeada pelo patronato, sempre sequioso do lucro e da máxima exploração da força do trabalho. Em 1930, John Keynes previa que os seus netos iriam trabalhar 6 horas por dia… nos anos 80 com o ascenso dos computadores era a utopia de mais tempo para o lazer. Hoje o tempo de lazer e o tempo de trabalho entrelaçam-se, porque é preciso “estar disponível” a qualquer hora, é o tempo da flexibilização do tempo de trabalho, o tempo de descanso dos trabalhadores foi reduzido entre 21 e 30% e o Código do Trabalho não acautela os direitos do trabalhador ao lazer e à vida privada. O capitalismo não abre mão da sua posição e o governo escolhe o seu campo: o do patronato. Em vez de garantir o direito ao descanso, compatibilizando-o com a diversidade de formas de trabalho, respeitando a dignidade do trabalho e dos trabalhadores, o governo cede em toda a linha, pondo-se do lado dos patrões.


Voltemos então às crianças, às creches, infantários e escolas. As crianças portuguesas passam mais 10 horas na creche que as outras crianças da Europa. Só a Eslováquia e a Croácia nos superam. Para um desenvolvimento harmonioso das crianças, para a sua socialização e autonomia, as crianças precisam de equipamentos públicos de qualidade e em quantidade, mas não de depósitos onde os pais deixam os filhos para irem trabalhar. “O número médio de horas semanais, que as crianças portuguesas com menos de três anos passam em educação e cuidados para a primeira infância (39,1 horas) é dos mais elevados entre os países da UE, cuja média semanal de permanência é de 27,4 horas)”, citando o último relatório sobre o Estado da Educação. A Carta Social do Ministério do Trabalho e Segurança Social relativamente à rede de equipamentos sociais refere que 45% das crianças que estavam em creches em 2018 passavam até oito horas por dia na creche e 46% entre oito e dez horas diárias. Se compararmos as recomendações da Ordem dos Psicólogos que aconselham que as crianças até aos 2 anos devem estar na creche durante a manhã, ou as crianças entre os 2 e os 3 anos deverão estar entre 4 a 6 horas, logo tiraremos a conclusão de que os direitos e o interesse superior da criança não estão nem acautelados nem respeitados.


Concluindo: é impossível ser-se feliz e saudável quando o tempo, em vez de ser respeitado, é um espartilho. A este garrote do capitalismo, que quer retirar aos trabalhadores e trabalhadoras o direito a gerir harmoniosamente o tempo, só há uma saída: lutar, lutar sempre.


(Nota: este texto foi publicado no Escola Informação do SPGL, de Dezembro de 2019)


 

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...