Mostrar mensagens com a etiqueta frida kahlo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta frida kahlo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Frida é resistência

FRIDA.jpg


Hoje escolhi Frida para festejar os 6 anos deste blogue, que resiste, pese embora os dias de hoje não serem para leituras demoradas, nem para blogues.


Esta linda Frida foi-me oferecida pela minha prima Zita, que sabe do meu amor por Frida Kahlo. Tenho a imagem de Frida Kahlo em inúmeros objectos e imagens por toda a casa. Há uns anos, quando li "Diego & Frida" que comprei numa Feira do Livro de Lisboa, entrei pela primeira vez naquele universo único de uma mulher apaixonada, lutadora, sofredora e icónica. E nunca mais parei de ver filmes, peças de teatro, ler livros e ver exposições sobre ela. Costumo dizer que só me falta ir à Cidade do México para visitar a casa onde ela viveu, amou e pintou. 


Para mim, Frida é sinónimo de resistência. Ao longo de várias décadas, foi isso o que ela fez de forma exemplar, desde aquela fatídica tarde de 17 de Setembro de 1925, quando se deslocava com Alejandro de autocarro e este foi abalroado por um comboio. 



 


Alejandro estava lívido, os braços e pernas tremiam-lhe violentamente. Em mangas de camisa, sozinho no meio dos gritos, dos destroços, da confuão, do vaivém de macas carregando os feridos, e talvez mortos, paralisado num segundo tempo pelo horror do espectáculo, não conseguia senão dizer para si: «Ela vai morrer... Ela vai morrer...». 


No hospital da Cruz Vermelha, Frida foi transportada imediatamente para a sala de operações. Os médicos hesitavam em actuar, pois não alimentavam ilusóes: ela morreria sem dúvida durante a operação. O seu estado era absolutamente desesperado. Era preciso avisar a família sem demora. 


«Matilde soube a notícia pelos jornais e foi a primeira a chegar. Não se separou de mim durante três meses, dia e noite a meu lado. O choque tornou minha mãe muda durante um mês, e não veio ver-me. Ao ter conhecimento da notícia, a minha irmâ Adriana desmaiou. O meu pai teve um desgosto tão grande que adoeceu e só pude vê-lo vinte dias mais tarde.» (págs. 91 e 92) 



in "Frida Kahlo - Uma Vida", Rauda Jamis


Quando Matilde quis saber  do estado da irmã, o médico disse-lhe que, considerando a quantidade de ferimentos que ela tinha, a sua sobrevivência seria um milagre. Ele estava bastante pessimisrta. Faziam o que era possível, mas não podia fazer conjectutras. Só um mês depois do acidente a equipa médica fez o primeiro diagnóstico sério sobre a situação de Frida, sendo-lhe prescrito o uso de um colete de gesso durante nove meses e repouso absoluto na cama durante pelo menos os dois meses seguintes à sua estada no hospital. 


Resistir é o que se pede nestes tempos tão perigosos em que parece que o mundo deu uma cambalhota e enlouqueceu. Os senhores do mundo decidem sobre as vidas dos povos como se estivessem a jogar ao Monopólio. A aberração é tal que a sensação é a de se estar a viver uma distopia.


Resistir pois, o mais possível e acreditar que ainda há forças progressistas e democráticas para fazer virar os pratos da balança. 


19 de Fevereiro de 2025 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

#3 Frida Kahlo

Frida Kahlo.jpg


Frida Kahlo


Esta mulher apaixona-me. É uma inspiração. Apaixonada, livre, o seu sofrimento físico não a limitou, tendo transposto para as telas não só a sua própria imagem, mas a dor física e a angústia das perdas.


A pintura preencheu a minha vida. Perdi três filhos e outra série de coisas que teriam podido ocupar a minha vida horrível. Tudo isso foi ocupado pela pintura. Creio que não há nada melhor que o trabalho.”


A primeira colagem em que deliberadamente procurei notícias em jornais sobre Frida, em que escrevi citações de Frida e também de Franz Kafka. Na minha biblioteca, Kahlo e Kafka estão lado a lado. Descobri esta coincidência maravilhosa, numa citação de Franz Kafka: “Frida tem o mesmo número de letras de F [Franz] e a mesma inicial”.


A colagem final esteve exposta com outras colagens das alunas da Joana Verdelho no auditório da Junta de Freguesia de Amora. Desde o início que percebi que esta colagem iria ficar para mim. Foi também com esta colagem que decidi avançar com um projecto para este ano: retratar 20 mulheres em 2020.

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...