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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Um Muro no Meio do Caminho (|||)

Shayma, a mulher que ficou só


 


"Todas as frases da sua história começam com um No.


No children, no husband, no parents. No food, no doctor, no answer.


Nada.


Pode alguém viver nessa palavra que nem o abismo consegue definir?


Pode a mulher que a ouve ficar ali, em frente dela, sem palavras,


no words,


sem chão,


no ground,


sem ar que se respire,


no breath?


Silêncio. Si-len-ce. A única palavra que lhe poderia ensinar. Não percebo se a compaixão me esvazia ou me enche de raiva. Uma indignação estéril, a pior."


in "Um Muro no Meio do Caminho" de Julieta Monginho


 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Silêncio

 


 


Hepburn 001.jpg


Lembrei-me dele várias vezes. Foi há muitos, muitos anos. Chamava-me Silêncio. Vá-se lá saber porquê!


A Maria Judite de Carvalho não teve culpa, mas também ajudou um pouco... Uma semana em que conscientemente me remeti ao silêncio: do telemóvel, da casa dentro de casa, da casa do subúrbio, da vozearia, da indignidade, das leituras, das escritas. Nada teve a ver com a Páscoa, festa que nunca me disse muito. Foi outra coisa.


Até quando este silêncio?


 

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...