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segunda-feira, 6 de maio de 2024

Outrora e Outros Tempos, Olga Tokarczuk

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Outrora e outros Tempos”, Olga Tokarczuk, 1992


Este é o primeiro romance escrito pela autora polaca e o terceiro que leio dela, depois de “Viagens” e “Conduz o Arado sobre os Ossos dos Mortos”. Mal entrei na leitura de “Outrora e outros Tempos”, logo me lembrei de “Viagens” e da sua estrutura fragmentária, que obriga o leitor a um exercício de concentração e memorização que a minha leitura que se prolongou no tempo, por vezes dificultou. Mas, mais uma vez, o assombro por uma narrativa invulgar que se desenrola ao longo do século passado desde o início da primeira Grande Guerra e que se situa em Outrora, descrito como “um lugar situado no centro do Universo”(pág.7).


É um romance em que o tempo da História se entrelaça com os tempos das histórias das pessoas. Enquanto os homens fazem a guerra, as mulheres acreditam que a guerra vai ser rápida, esperam por eles, sentem a falta deles, apaixonam-se. Eles regressam, a vida retoma o seu curso até que uma nova guerra se abate. Na guerra não há vencidos nem vencedores, porque a violência, quer seja feita pelos ocupantes alemães quer pelos invasores russos, não se distingue porque é cega e igualmente bárbara: tudo o que mexe é abatido, mesmo que seja uma mulher a proteger o seu filho e as violações são o desfecho para o guerreiro quando as metralhadoras estão em repouso. Seguem-se as nacionalizações, os funcionários do Estado que gozam de privilégios, a vodca, a bebida que corre nas festas, as mulheres que continuam a desempenhar os papéis tradicionais, a cozinhar, a ser abusadas, a ser exibidas como objectos, mas também a rebelar-se, a fugir de Outrora, para nunca mais voltar (Ruta), ou para voltar só no fim, quando já é “tarde demais” (Adelka).


Numa conversa entre Ruta e Izydor, ambos da mesma idade e filhos de Kloska e de Genowefa, diz Ruta: “O mundo é mau. Tu próprio o viste. Quem é o Deus que criou um mundo assim? Ou Ele próprio é mau ou permite o mal. Ou, então, anda muito confuso.” (pág. 173) . A reflexão sobre Deus que a autora nos propõe surge ao longo do livro em vários capítulos nomeados “O Tempo de Jogar”, um estranho labirinto composto por círculos ou esferas, chamados Mundos. “Quem sou Eu? , pergunta Deus. “Deus ou ser humano, ou talvez uma coisa e outra ao mesmo tempo, ou nenhuma delas? Fui Eu que criei as pessoas ou foram elas que Me criaram a Mim?” (pág.91).


E sempre a natureza. As árvores, a relva, a floresta, os cogumelos, os dentes-de-leão, o rio, as tílias, tantas e tantas plantas, a lembrar outros livros de Olga Tocarczuk, que nos ajudam a ver o passar das estações do ano e os ciclos da vida que se sucedem, assim como “a decomposição, o apodrecimento e a destruição” (pág.139). “As pessoas pensam que vivem mais intensamente do que os animais, as plantas e ainda mais do que as coisas. Os animais pressentem que vivem mais intensamente do que as plantas e as coisas. As plantas sonham que vivem mais intensamente do que as coisas. Mas as coisas perduram e este perdurar é mais vida do que qualquer outra coisa.” (pág.44).


E a propósito das coisas, o moinho de café de Misia é central nesta história. Trazido pelo pai Michal como espólio da primeira grande guerra, o cheiro que rescendia da gavetinha onde os grãos moídos caíam, trazia-lhe segurança, a lembrança do café e da casa. “Talvez os moinhos de café sejam o eixo da realidade, em torno do qual tudo gira e evolui, talvez sejam mais importantes para o mundo do que as pessoas. Quem sabe se aquele moinho de café de Misia, único, não era o pilar da aldeia chamada Outrora?” (págs.46 e 47). No final, quando Adelka volta a Outrora, depois de duas dezenas de anos ausente e observa o desalinho da casa onde vive Pawel, o pai, e os velhos objectos da cozinha, “o seu olhar repousou sobre o moinho de café que tinha uma barriguinha de porcelana e uma gavetita maneirinha. Hesitou um instante e, depois, tirou rapidamente o moinho de café da prateleira e escondeu-o na mala.” (pág.267). Não desejada e perante a atitude do pai de rejeitar a presença da filha e o seu apoio, Adelka parte. “Ainda teve de esperar mais de uma hora na paragem à espera do autocarro. Quando o autocarro chegou, ela era a única passageira. Abriu a mala e tirou o moinho de café. Começou a girar a manivela devagarinho e o motorista lançou pelo retrovisor um olhar surpreendido.” (pág.268)


Um livro que aconselho vivamente. Olga Tokarczuk tem o condão de nos surpreender, de nos deixar a pensar, de nos impelir a acompanhá-la ao subverter a ordem estabelecida, ao questionar a “normalidade”.


6 de Maio de 2024


(Estava a escrever este texto quando soube da minha querida amiga “Olímpia que partiu hoje para longe do sofrimento”. Em memória dela, certa que as suas ideias e escolhas tinham grande consonância com a as ideias e escolhas de Olga ToKarczuk)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Acreditar nas Feras, Nastassja Martin

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“Acreditar nas feras”, Nastassja Martin, 2019


Se quisesse caracterizar este livro, diria que se trata de um relato autobiográfico de uma antropóloga que, após ter vivido uma situação limite que certamente a vai marcar para o resto dos seus dias, faz uma reflexão sobre a vida, sobre o universo e sobre as relações de poder.


Creio que a experiência limite que Nastassja Martin retrata neste “Acreditar nas Feras” não pode estar desligada do facto de, como antropóloga, integrar na sua investigação a etnografia e uma visão animista das coisas que lhe permitem ter em relação ao mundo e à natureza uma atitude particular e diferenciadora. “Há anos que recolho relatos sobre as presenças múltiplas que podem habitar um mesmo corpo para subverter esse conceito de identidade unívoca, uniforme e unidimensional.” (pág. 49). A sua vida tem sido uma constante fuga do conforto da cidade e a busca do conhecimento de povos que estejam mais próximos da natureza, tentando subverter ideias feitas. E face à estranheza por ter sido atacada por um urso e ter sobrevivido – ela é a mulher que sobreviveu - “convertemo-nos num ponto focal de que toda a gente fala, mas que ninguém compreende” (…) “Daí a pressa com que uns e outros querem colar etiquetas, para definir, delimitar, dar uma forma ao acontecimento”. (pág. 95) “Pela minha parte, vou permanecer nesta terra-de-ninguém.” (pág. 96)


Para além de ser tratada como uma cobaia, um objecto de estudo dos estudantes de medicina, fotografada sem que lhe peçam autorização, “desnudada, amarrada, empanturrada, estou na fronteira da humanidade, creio mesmo que no limite do suportável”. (pág. 17), só é desamarrada quando se mostra obediente e bem-comportada, há o mal-estar por se sentir numa sociedade que tem pena dela “Está desfigurada, a pobrezinha” (pág. 48). É clara a denúncia do sistema hospitalar, da competição entre os sistemas russo e francês e dentro do francês, os resquícios da guerra fria e da época soviética. Afinal de contas, ela não só é sobrevivente, mas também estrangeira e, quem sabe, espia.


O livro tem a presença muito forte da mãe/das mães – a de Nastassja que vive em Grenoble e Daria a mãe de Ivan que vive na floresta de Tvaian – que nos surgem como seres fortes, sábios e protectores. Mesmo que as saídas de Nastassja para lugares longínquos e inóspitos a angustiem e preferisse que ela não fosse, a mãe dá-lhe sempre a possibilidade de escolher o caminho que deseja para a sua vida. “A minha mãe viveu outras guerras…”(pág. 24) “A minha mãe chora, mas sabe que, no fundo, essa é a minha única saída.”(…) “A minha mãe mantém-se firme, não fraqueja: a minha mãe dá-se conta de que a sua filha está ligada a uma floresta e tem de mergulhar de novo nela para acabar de se curar no interior”. (Págs. 76 e 77)


Termino com a ideia de um livro belo, mas angustiante e perturbador. Reflectindo sobre a alienação produzida pela nossa civilização, num “mundo que se desmorona ao mesmo tempo em todo o lado, malgrado as aparências.” (Págs. 105 e 106)


 


13 de Fevereiro de 2024

terça-feira, 1 de setembro de 2020

“Conduz o teu Arado sobre os Ossos dos Mortos”, Olga Tokarczuk

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Conduz o teu Arado sobre os Ossos dos Mortos”, Olga Tokarczuk, 2009


Tal como “Viagens”, este “Conduz o teu Arado sobre os Ossos dos Mortos” da mesma autora, é um livro surpreendente. É um romance passado na Polónia rural, numa povoação perto da fronteira com a República Checa, mais propriamente num pequeno lugar – Planalto – onde apenas três casas são habitadas durante todo o ano, visto que dado o rigor do Inverno, os restantes habitantes vão para a cidade a partir de Outubro. A narradora que detesta que a tratem por Janina porque acha que esse nome não se lhe adequa, dedica-se, entre outras actividades, a fazer a ronda pela terra para verificar se tudo está em ordem, nomeadamente as casas e propriedades que os seus donos lhe deixaram à guarda durante os meses que estão ausentes. Já não é nova e tem Maleitas que tornam por vezes difícil cumprir uma tarefa que se torna mais penosa com a neve e o frio dos longos meses de Inverno. Tinha sido engenheira de pontes na Síria e na Líbia, tinha sido professora e continuava a ensinar Inglês a crianças na cidade uma vez por semana, todas as sextas-feiras recebia a visita de Dyzio com quem trabalhava na tradução de William Blake para polaco, mas a sua grande paixão e dedicação era a Astrologia e fazer os horóscopos das pessoas sempre que sabia o dia e a hora exacta dos seus nascimentos. O chefe da polícia achava que ela era “doida varrida”.


Logo no início do romance, a narradora é acordada pelo vizinho o Papão que a informa da morte do outro vizinho o Pé Grande. Estes são os nomes que ela lhes dá e que correspondem à impressão que eles lhe transmitem. O inusitado da morte de Pé Grande, um caçador furtivo contra o qual ela já havia apresentado várias queixas que caíam no saco roto das autoridades locais e da polícia, engasgado com um osso de uma corça, levam-na a construir uma teoria de que ele tinha sido morto pelas corças, castigando-o da sua actividade de caça furtiva e ilegal. Descobre a data de nascimento de Pé Grande e umas fotografias e vai passar dois serões a estudar o horóscopo do caçador de pés grandes.


As estranhas mortes que se seguem, todas de caçadores locais, vão gerar a insegurança e o pânico entre os habitantes, tanto mais que as investigações não conseguem chegar a resultados. Janina continua a defender tratar-se duma vingança dos animais e reclama contra a ausência de respostas da polícia às suas cartas. Os seus amigos – Dyzio, Papão e Boa Nova – embora não partilhem das suas teorias nem da sua paixão pela Astrologia, são os seus únicos amigos, a sua família, sobretudo desde que as suas Meninas – as cadelas – morreram.


A narradora é uma mulher que se bate pela defesa dos Animais, pela Natureza. Trata cada um como uma entidade, respeitando-os, não se colocando numa posição de superioridade face a eles. Para ela o Homem é um ser livre, não uma peça de uma engrenagem, que se deve reger pelo coração e pela intuição e não por regras estúpidas e rígidas. Ela gostava muito de observar os morcegos com os quais se identificava: “No fundo, eu tinha muita coisa em comum com eles - também via o mundo noutra frequência, de pernas para o ar.” Para uns, uma ave rara, para outros uma bruxa, uma megera, uma velha tonta.


A ingenuidade e a genuinidade da narradora são comoventes e conseguem ser incómodas. Longe de se sentir isolada e não compreendida, ela não pára de denunciar a inoperância da polícia, a hipocrisia do padre Sussurro, as leis irracionais e contranatura, os projectos que só se fazem com os subsídios da União Europeia…


Tratando vários temas muito a sério, muitas vezes com ironia e muito sentido de humor, este livro de Olga Tokarczuk não deixa ninguém quedar-se na paz dos mortos.


1 de Setembro de 2020

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

A um Deus Desconhecido

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A um Deus Desconhecido, John Steinbeck, 1933


A escolha deste mês do Clube de Leitura da Bertrand do Chiado recaiu em John Steinbeck e na sua obra. De entre os muitos títulos deste autor que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962, a ideia era trazer a diversidade dos temas a partir das escolhas que cada membro do clube decidisse fazer. Daquilo que li em tempos remotos quando estudante de Literatura Norte Americana, certamente constava Steinbeck, mas a verdade é que qualquer lembrança se perdeu na memória. “A um Deus Desconhecido” foi o que encontrei na minha biblioteca na zona da literatura estrangeira e foi isso que partilhei na roda de conversa do nosso clube.


Um livro perturbador, em que o centro é a natureza, a terra e a relação dos humanos com ela. Joseph Wayne é jovem e tem a ambição de ter terra própria. Parte para oeste, para a Califórnia, onde há grandes extensões de território à espera de quem lá se queira fixar. Joseph deixa o pai por quem tem uma forte ligação e os três irmãos e respectivas famílias. Escolhe para se estabelecer, construir casa e criar raízes um largo vale verdejante e promissor, embora desde logo o tenham alertado que nem sempre foi assim, visto ter havido em tempos uma seca terrível que queimou e deixou tudo seco. Nesse vale começa a construir próximo de um grande carvalho que, para ele, corporiza o pai, como se o pai o habitasse. Essa sensação vai tornar-se cada vez mais forte após a notícia da morte do pai. Chama os irmãos para junto de si, desejoso de partilhar com eles o sonho de poderem viver e partilhar aquela terra fértil. Sendo todos muito diferentes, a figura de Joseph é, no entanto, central e respeitada, porque comporta em si as semelhanças com a personalidade do patriarca. Burton, obcecado pela religião, é sectário, moralista e não aprova Joseph que considera estar dominado pelo diabo e ter práticas pagãs pelo seu relacionamento com o carvalho. Thomas é duro, frio, mas tem uma sensibilidade especial para se relacionar com os animais da quinta. Benjamim leva a vida sem limites, escolheu viver de forma irresponsável. Os irmãos são casados, têm mulheres e filhos e Rama, mulher de Thomas, surge como figura feminina forte, sendo a conversa que tem com Elizabeth ao descrever-lhe Joseph, reveladora da centralidade de Joseph na família, que ela cosidera estar mais perto dos deuses do que dos humanos.


“Ignoro se há homens nascidos fora da Humanidade, ou se alguns deles são tão humanos que fazem os outros parecer irreais. Talvez uma divindade venha viver para a Terra, de vez em quando. O Joseph possui força sob uma visão confusa, tem a calma das montanhas e as suas emoções são tão selvagens, ferozes e vivas como os relâmpagos, e tão destituídas de racionalidade quanto eu me possa ter apercebido. Quando estiveres longe dele, tenta pensar nele e verás o que quero dizer com isto. A sua figura crescerá até se tornar enorme, até ser maior que as montanhas, e a sua força parecer-se-á com o irresistivel impulso do vento. O Benjy morreu. Não se consegue conceber o Joseph a morrer. Ele é eterno. O seu pai morreu e isso não foi bem morrer. (…) Garanto-te que esse homem não é um homem, a não ser que seja todos os homens. A força, a resistência, o longo e laborioso raciocínio de todos os homens, e também toda a alegria e sofrimento, anulando-se um ao outro e mantendo-se contudo presentes. Ele é tudo isso., um repositório de um pedacinho de cada alma humana e, mais que isso, um símbolo do espírito da Terra.”


A ameaça de uma possível seca, os receios da noiva de Joseph quando atravessa o desfiladeiro a caminho da casa no vale, a energia negativa que se sente na clareira rodeada por pinheiros, e o rochedo coberto de musgo verde são os sinais de alerta que pairam ao longo do romance. As lendas dos naturais da região, dos índios e dos mexicanos que há muito habitam a região têm uma aura de mistério, de superstição e fatalismo que não deixam de fazer prever algo de funesto e imprevisível que fará quebrar o aparente equilíbrio e estabilidade. A pujança da Natureza presente naquele vale e que se reflecte nas colheitas fartas, nos estábulos cheios de feno e nos animais domésticos que se reproduzem a bom ritmo, marca os ciclos da vida e das estações ao longo de anos, bafejados pela abundância vital da água. Até ao dia, quando se descobre que Burton havia matado o carvalho antes de partir e abandonar o vale, em que a desgraça vai cair no vale, nos animais, na família e em toda a região. A partir de então é o declínio e a morte. Falta a água e é o desespero. Joseph é a terra. Joseph é a Natureza. A morte é inevitável.


Um livro repleto de espiritualidade, onde a Natureza tem o papel central. Impressiona. Mexe com quem o lê.


16 de Dezembro de 2019


Almerinda Bento


 


 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Desaprender o óbvio

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"A «ideologia naturalista», explica Clément Rosset no seu L'anti-nature , passa pela aceitação de que existem princípios inegáveis, inquestionáveis e necessários que sustentam toda e qualquer interpretação do mundo dependente da ideia de «natureza». Os enunciados sobre as mulheres encontram, por isso, um «ponto de apoio» que exclui por definição a dúvida, pois convoca uma «natureza feminina»: as opiniões sobre as mulheres são tão mais imunes à contestação quanto mais apelam para a presença implícita de uma «essência», negativa ou positiva. Vendo-as como sendo naturalmente «inocentes» ou «corruptoras», «angelicais» ou «diabólicas»., «lúbricas» ou «castas», entre tantos outros pares de conceitos opostos , o que sempre se supõe de todas estas vezes é a existência de um «eterno feminino». As mulheres individuais seriam apenas declinações contingentes desta instância transcendente."


in «Fêmea uma história ilustrada das mulheres» de Inês Brasão e Ana Biscaia, 2019

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O mundo é um campo de batalha...

 


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"O mundo é um campo de batalha onde as flores esperam pelo seu tempo de brilhar e pelo seu tempo de serem arrancadas. As mãos dos homens igualmente esperam, enredam-se, desesperam e brilham."


Julieta Monginho in «Um Muro no Meio do Caminho"


 

"Autobiografia não escrita de Martha Freud", Teolinda Gersão

  “Autobiografia não escrita de Martha Freud” – Teolinda Gersão, 2024 Na sequência de “Regresso de Julia Mann a Paraty” que li o ano passa...