sábado, 5 de dezembro de 2020

#5 Catarina Eufémia

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#5 Catarina Eufémia


Catarina, a ceifeira assassinada. A ditadura não permitia gente que lhe levantasse a voz, que lhe gritasse por Pão, por Democracia, por Justiça, por Dignidade. Os latifundiários não tinham de se preocupar com os assalariados famélicos ao seu serviço. A polícia, a PIDE, a GNR e a Legião eram o garante de que a ordem seria respeitada.


A ceifeira assassinada. Num dia 19 de Maio de 1954. Tinha 26 anos. Mãe de três filhos e com um quarto a caminho, foi assassinada porque ousou reivindicar um aumento da jorna. Afinal ela só queria Trabalho e Pão.


A minha escolha na minha estreia a trabalhar em tela com acrílico foi a simplicidade. Catarina Eufémia, um cravo vermelho, um vestido de flores e o poema “A Morte saiu à Rua” de José Afonso.


Uma alentejana para outra alentejana.


 


 

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