segunda-feira, 29 de abril de 2019

Viajar é preciso

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Depois de um conjunto de contos e romances da grande Maria Judite de Carvalho, sentimos a necessidade de viajar. MJC leva-nos à melancolia, à tristeza, aos retratos de mulheres mal-amadas e precocemente envelhecidas. Mas valeu bem a pena relê-la e descobrir outros ainda não lidos.


Estamos quase a chegar ao quinto mês do ano de 2019 e até agora ainda só li literatura escrita por mulheres. Muito bom. Cristina Carvalho, Chimamanda N. Adichie, Djamilia P. de Almeida, Ana Cristina Silva, Grazia Deledda e Maria Judite de Carvalho.


Agora, vamos viajar com Olga Tokarczuk. Como se lerá este nome polaco? Vai ser a próxima aposta do Clube de Leitura da Bertrand do Chiado e o livro tem o título "Viagens" e já me está a entusiasmar.  


"A minha primeira viagem, fi-la a pé pelos campos. Só deram pela minha ausência passado muito tempo, o que me permitiu percorrer uma boa distância. (...) Debruçada no topo do dique, fitando a corrente, dei-me conta de que, apesar de todos os perigos, tudo o que está em movimento é sempre melhor do que aquilo que está em repouso, que a mudança é mais nobre do que a estabilidade, que tudo o que estagna acabará por sofrer decomposição, degeneração e transformar-se-á em pó, enquanto aquilo que está em movimento consegue durar eternamente."


Ainda agora comecei e já estou rendida. Até breve.


Que melhores viagens do que aquelas que a literatura nos proporciona?


 

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